Unfold the Evangel before your eyes!

Are you lost?
Are you worn out?
Are you overwhelmed?
Are you rational?

Only rational, non-dogmatic persons can understand and accept this message. Give yourself a try. Nothing will be like before, I promise!
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terça-feira, maio 27, 2008

O comediante pasmo

João Cláudio Moreno, artista de múltiplos talentos, especialmente comediante, e vereador da cidade de Teresina-PI, contou em entrevista recente a seguinte história.

Ele estava no Rio de Janeiro, jantando com sua filha em um restaurante. Ao entrar ele percebeu na parede dois cartazes informando aos clientes de uma lei municipal e outra federal proibindo o fumo naquele recinto. Os fumantes tinham a opção de ficar em mesas do lado de fora. Por causa disso ele havia entrado. Padecendo de um problema que o havia deixado quase completamente afônico, ele, que depende de sua voz para viver, tentava preservar sua saúde a todo custo.

Lá pelas tantas uma mulher em uma mesa próxima abre a bolsa, retira e acende um cigarro. Ao perceber isso, João Cláudio discretamente chama o garçom e pede a ele que, do modo mais gentil possível, peça à senhora para não fumar ali, e que uma pessoa tinha problemas de saúde e que não poderia respirar a fumaça. Ele disse que gastou um bom tempo instruindo o garçom para ser o mais delicado e discreto possível. Porém o homem não agiu assim.

Passando pela mesa da senhora, o garçom foi direto chamar o gerente. Este inquiriu o comediante, chamando a atenção sobre ele, inclusive da fumante. João Cláudio repetiu a explicação e o pedido que havia feito ao garçom.

O gerente saiu da sua mesa, dirigiu-se à mulher e disse, "Olha, não é por mim, que eu nem me incomodo, mas aquele senhor ali está pedindo para a senhora apagar o cigarro".

A mulher olhou para ele irritada e começou a falar impropérios. Levantou-se a contragosto e saiu do restaurante, indo sentar-se em uma das mesas do lado de fora, onde continuou a fumar. No entanto, teve o cuidado de abrir uma janela próxima e jogar as baforadas de fumaça para dentro. Ao terminar o cigarro, voltou para sua antiga mesa. Ao passar por João Cláudio, disse, "Eu precisava fazer isso ou eu não me sentiria feliz!"

O comediante concluiu, pasmo, que o mundo e as pessoas estão cada vez menos preocupados com o bem-estar dos outros e cada vez mais carentes de solidariedade humana. Ele é vereador eleito pelo PC do B.

Veja mais sobre ética aqui

quinta-feira, junho 21, 2007

Jogo Perigoso

Allan Ribeiro


A Globo tem sido cada vez mais explícita em sua divulgação de práticas claramente condenadas pela Bíblia. Suas novelas mostram casais homossexuais, travestis, prostituição, práticas de ocultismo, magia e espiritismo. Além disso, por toda a programação, a ordem é atacar os valores cristãos. O casamento monogâmico é contestado, a prática do aborto, defendida.

A idéia é inverter tudo e chamar de "certo" o que a Bíblia condena, e rotular de atrasado o que a Palavra de Deus defende. A qualquer hora "especialistas" são convocados para dar a sua opinião, que impreterivelmente vai contra o que os cristãos acreditam. Pior, esses defensores da liberdade de expressão ficam horrorizados diante de opiniões contrárias às suas. E nem adianta tentar apontar a contradição: eles já se arvoraram de donos da verdade e alguém pode acabar até sendo preso por ser "politicamente incorreto".

As novelas das oito, por exemplo, têm investido há mais de dez anos na lenta introdução do tema do homossexualismo no horário nobre. No início a reação do público obrigou a emissora a repensar sua estratégia e eles tiveram que diminuir o ritmo. As últimas 5 novelas do horário têm apresentado casais de gays em situações cada vez mais "normais", até mesmo adotando crianças. Esses casais geralmente são de classe média e não enfrentam conflitos por causa de sua opção sexual, passando a idéia de que as pessoas saudáveis e inteligentes são aquelas que encaram sem problemas uma prática que é claramente contrária ao que diz a Bíblia.

A novela das sete, geralmente reservada à comédia, geralmente traz homens travestidos de mulher. Mas esse não é o único problema. O sexo fora do casamento é liberado e estimulado. O lado cômico disfarça o conflito com os valores cristãos e faz com que os telespectadores não pensem muito a respeito. O riso faz com que as práticas pareçam quase inofensivas.

Já no folhetim das seis horas o enfoque é o misticismo, o espiritismo e a magia. Todas essas são práticas também condenadas pela Palavra de Deus. Mesmo assim esses temas estão presentes ali e em outros programas da emissora como Linha Direta, filmes e documentários.

No Fantástico, telejornais e até no programa de Ana Maria Braga, Mais Você, a idéia é combater "preconceitos" e uma mentalidade "atrasada". A palavra de ordem é "tolerância". Todos somos convidados a sermos mais tolerantes e abertos para o modo de viver dos outros. No entanto eles sutilmente demonstram uma enorme intolerância com o modo de vida dos cristãos. Quem não pensa como eles precisa "mudar de atitude".

Acontece que a tolerância não é o valor mais importante e não pode ser visto de forma absoluta. Há outros valores que precisam ser encarados como prioritários, como o respeito a Deus e o amor ao próximo, não necessariamente às suas práticas. O Povo de Deus precisa estar atento ao que acontece no mundo e às formas sutis de manipulação a que somos expostos todos os dias. Só assim poderemos manter o nosso coração puro e os pés no caminho reto.

Se quiser saber mais, veja trechos de uma entrevista reveladora com Sílvio de Abreu, autor de novelas da Globo à revista Veja de 21 de junho de 2006, em www.equipandosantos.blogspot.com, edição n° 12.

Dois pesos...

Allan Ribeiro


A visita recente do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil gerou na imprensa brasileira várias críticas. Mas como o motivo, a expansão do uso do etanol nos postos americanos, da visita serviu ao Brasil, a enxurrada de reclamações foi por uma razão bem mais banal: os problemas que a estada de Bush em São Paulo causou no trânsito. Um colunista chegou mesmo a se queixar do fato do presidente americano não ter pousado em Brasília e do presidente Lula ter-se deslocado para encontrar-se com ele.

No entanto, a visita do papa Bento XVI ao Brasil em maio, causou os mesmos problemas no trânsito, se não piores, e ele tampouco voou até a capital do nosso país. Mas, vejam só, na imprensa nada do mau humor dedicado ao outro visitante. Veja abaixo um quadro comparativo das duas visitas.


Bush

Bento XVI

Duração da visita

1 dia

5 dias

Foi até Brasília?

Não

Não

Causou transtornos no trânsito?

Sim

Sim

É chefe de Estado de um país importante para o Brasil?

Sim

Sim

Seu país tem um comércio forte com o Brasil?

Sim

Não

domingo, abril 01, 2007

Ora, vejam essa...

Allan Ribeiro

Eu não sei quem lembra de como os esforços dos evangélicos americanos, especialmente entre os membros do governo federal de promover o "True Love Waits" (no Brasil batizado de "Quem Ama, Espera"), foram ridicularizados pela mídia daqui.

Pois bem, a edição 58 da Scientific American Brasil traz uma discreta notinha que eu achei muito interessante. Não posso reproduzí-la toda em respeito ao copy right, mas aqui vão uns trechinhos com sabor de "Quem ri por último...".

Porém, nos últimos anos a virgindade vem se tornando mais popular nos Estados Unidos, ao contrário do que ocorre no Brasil. (...) Estatísticas mostram um declínio na ocorrência de gravidez em ambas as faixas etárias (18 e 19 anos) estudadas de 1991 a 2004, o último ano com informação disponível (...).

Promessas de manter a virgindade, como as promovidas por associações ligadas à igreja batista, podem ter provocado parte desse declínio. Desde o início dos anos 90, perto de 2,5 milhões de adolescentes fizeram esses votos, que não são acompanhados por informações sobre contraceptivos.
Mas, para não dar o braço a torcer totalmente, eles completam:
Profissionais de saúde merecem parte do crédito pelo declínio do sexo entre adolescentes, graças ao esforço para melhorar a educação sexual nos últimos anos.


Para saber mais
Veja o artigo de José Maria Vasconcelos
e o artigo de Chuck Missler sobre relatório da APA

sábado, março 31, 2007

Recomendo

Allan Ribeiro

Os dois artigos abaixo é que me fizeram me interessar por Chuck Missler em uma cadeia de eventos que culminou na publicação do Equipando os Santos. E isso foi nos idos de 2004 (Embora os artigos sejam de 2002). O fato é que o assunto me despertou o interesse de buscar informações que dessem suporte à ousadas afirmações de Missler. Isso só se realizou agora.

A Scientific American Brasil publicou este mês uma edição especial só sobre buracos negros. Os artigos são muito instigantes e trazem muitas informações que corroboram o que os artigos publicados aqui dizem. Recomendo a leitura a quem puder. Espero poder publicar a tradução dos dois artigos e, de um terceiro que estará aqui em breve.

quinta-feira, março 01, 2007

Estudo diz que sexo precoce pode levar à delinqüência

Quinta-feira, 1 de março de 2007 - AFP

[Saiba mais]

Uma pesquisa realizada com mais de 7 mil jovens americanos chegou à conclusão de que os que começam a vida sexual mais cedo têm mais chance de cometer pequenos delitos.

Para os pesquisadores, em média, os americanos têm sua primeira relação sexual aos 15 anos.

O estudo analisou grupos de estudantes de cada escola em separado para realizar a pesquisa.

Além de responderem a respeito de sua iniciação sexual, os adolescentes tinham de declarar se já haviam feito algo que os classificasse como deliquentes, como roubar, pixar ou depredar propriedades e usar ou vender drogas.

De acordo com a pesquisa, os adolescentes que fizeram sexo antes dos 15 anos tiveram aumento de 20% em atos de delinqüência juvenil em relação aos que disseram ter iniciado a vida sexual mais tarde.

Os cientistas, entretanto, ressaltam que o estudo não afirma que fazer sexo leva à delinqüência, mas que o sexo precoce, em comparação com outros jovens do mesmo círculo social, pode levar o adolescente a seguir uma trajetória de vida diferente.

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Character of the Cults

Patrick Zukeran

[Português]

Challenge of the Cults

This church is growing so rapidly, sociologist Rodney Stark predicts that by the year 2080, it will become the most important world religion to emerge since the rise of Islam.1 What church is Dr. Stark describing? It is not a Christian church but the Mormon Church, an organization labeled as a cult. The rise of the Mormon Church represents the growing challenge facing the church, the kingdom of the cults.

What is a cult? The greatest authority on the cults, the late Dr. Walter Martin, described a cult as "A group of people gathered around a specific person's misinterpretation of the Bible."2 Cults are groups that claim to be in harmony with Christianity but deny foundational Christian doctrines such as the Trinity or the unique deity of Jesus Christ.

In Matthew 7:15-17, Jesus gives us a warning about the coming of the cults. He states, "Watch out for false prophets. They come to you in sheep's clothing but inwardly they are ferocious wolves. By their fruit you will recognize them." What Jesus was warning was that cultists will look, act, and sound like Christians. However, that is only in external appearance. One can parade as a true believer for a time, but eventually one's words, actions, and especially one's beliefs--their "fruit"--will give one away as a counterfeit.

The growth of the cults can be attributed to several factors. First, it is a fulfillment of the warning given by Jesus and the apostles. In Matthew 24:23-26, Jesus warns us that as His return draws near, there will be an increase in false prophets who will ensnare many in their false teachings. In 2 Peter 2:1-3, Peter warns us that false teachers will arise from within the church.

The second factor in the growth of the cults is the breakdown of the family. Cults provide the family atmosphere many from broken homes long for; the cult leader often takes the place of a father figure.

Finally, we can attribute the growth of the cults to the failure of the church. As my mentor repeatedly stated, "The cults are the unpaid bills of the church." The cults thrive because Christians are lacking in biblical and theological understanding. Dr. Martin stated, "The rise of the cults is directly proportional to the fluctuating emphasis which the church has placed on the teachings of biblical doctrine to Christian laymen. To be sure, few pastors, teachers, and evangelists defend adequately their beliefs, but most of them -- and most of the average Christian laymen –- are hard put to confront and refute a well-trained cultist of almost any variety."3 If the church engaged in solid and in-depth Bible teaching, the cults would not flourish as they do today.

Doctrinal Character of the Cults

How do you know if a religious group is a cult? Jesus said that you will know false prophets by their fruits. In stating this he was not only speaking of their words and actions but of their doctrinal beliefs as well. Cults deviate from biblical Christianity in several key areas of doctrine.

Cults promote false teaching on the nature of God. The Bible teaches there is one God revealed in three distinct persons: the Father, the Son, and the Holy Spirit. The central feature that distinguishes cults from biblical Christianity is the doctrine of the Trinity. All cults have a distorted view of this doctrine. For example, the Jehovah's Witnesses condemn the doctrine of the Trinity, and Mormons teach tritheism, three gods who make up the godhead.

Second, cults teach a false view of Jesus. The Bible teaches that Christ is 100 percent man and 100 percent God. This has been called the hypostatic union. In 2 Corinthians 11:4, Paul warned about false teachers teaching another Jesus. A modern-day example of false teaching is Christian Science which teaches that Jesus was not God but a man who displayed the Christ idea. He neither died for sins, nor was He resurrected.

Third is a false teaching on salvation. All cults have a works-oriented Gospel. The death of Christ is believed to give followers the potential to be saved. So after believing in Christ, one must serve the organization to attain salvation. Salvation is found in the organization and one is never really sure if one has done enough to be worthy of salvation. In the International Church of Christ, for example, disciples are scrutinized by their discipler daily to determine if they performed as worthy disciples. Failure to meet the standards may result in discipline. Disciples can never be certain they have done enough for salvation.

Fourth, there is extra-biblical revelation and the denial of the sole authority of the Bible. Cults claim that extra revelation is given to the leader whose words are seen as inspired by God and equal to the Bible. If there is a conflict between the Bible and the leader's words, the latter takes precedence. So in reality, the leader's writings take precedence over the Bible. When interacting with cultists, I often hear them claim their teachings are consistent with the Bible. However, when I point out where their teachings deviate from the Bible, they eventually claim the Bible to be in error. In most cases, cultists claim the Bible has somehow been corrupted by the church.

Sociological Structure of the Cults

Not only do cults deviate doctrinally from biblical Christianity, they have distinctive sociological characteristics. The first is authoritarianism. The leader or organization exercises complete control over a follower's life. The words of the leadership are ultimate and often considered divinely inspired. Going against the leadership is equivalent to going against the commands of God.

The second characteristic is an elitist mentality. Most cults believe they are the true church and the only ones who will be saved. This is because the group believes they have new revelation or understanding that gives them superior standing.

Third is isolationism. Due to their elitist mentality, cultists believe those who do not agree with them are deceived or under the influence of Satan. Therefore, many feel their members must be protected from the outside world, and physical or psychological barriers are created. Members are prohibited from communicating with those outside the organization who do not agree with the teachings of the group.

Fourth, there is closed-mindedness and the discouragement of individual thinking. Because of its authoritarian nature, leaders are the only ones thought to be able to properly interpret the Bible. All members are to turn to the organization for biblical interpretation and advice on life decisions. Therefore, individual thinking and questioning is discouraged. There is an unwillingness to dialogue and consider other viewpoints.

Fifth is a legalistic lifestyle. As mentioned earlier, salvation is not based on grace; cults teach a works-oriented gospel. This leads to a lifestyle of legalism. Followers must live up to the group's standards in order to attain or maintain their membership and hope for eternal life. Followers are required to faithfully serve, and attend meetings, studies, and services. As a result, there is tremendous pressure to live up to the requirements of the organization.

Finally there is a difficult exit process. Since salvation is found in the organization, leaving the organization is considered by many to be leaving God. All former members who leave cults are shunned by members which often includes members of their own family. Many are warned that if they leave, they will be condemned to hell, or seduced by Satan. Many ex-members are harassed by the organization even after they leave. Exiting members often end up distrusting any religious organization and end up feeling isolated and alone.

Life in the cults is marked by fear of judgment, pressure, and legalism. This is a far cry from what we are taught in the Bible. Jesus and the apostles taught that the new life in Christ is one of grace, love, and freedom from the law. In Matthew 11:28, Jesus said, "Come to me all who are weary and heavy laden and I will give you rest." The peace and rest promised by Christ is seldom experienced by those in the cults.

Cultic Methodology

When you receive a knock on your door in the mornings, who do you assume it to be? A salesman? A Girl Scout selling cookies? For many of us, we assume it to be a Jehovah's Witness or a Mormon missionary looking to tell us about his or her organization. One of the reasons cults have grown is their methodology.

The methods cults use to win converts are moral deception, aggressive proselytizing, and Scripture twisting. By moral deception I mean cults use Christian terminology to win converts. For example, New Agers use the term born again to support reincarnation. Mormons use terms like the Trinity and salvation by grace but these terms have different meanings than what the Bible teaches. Therefore, many untrained Christians are deceived into believing these groups are actually Christian.

Aggressive proselytizing is another method of the cults. Although many Christian groups use aggressive evangelism, they do so out of a love for God and a desire to see others come to know Christ. Many cultists proselytize for much the same reasons but added to this is the desire to win God's approval. They work for grace rather than from grace. The cults require their members to evangelize. Many groups hold their members accountable for the number of hours they spend witnessing for the organization. Many members feel guilty if a day or so goes by without them proselytizing.

Scripture twisting is another method of the cults. Cultist quote verses in the Bible that support their position, but skip over the verses that do not. Often, there is gross misinterpretation of Scripture so that contradictory verses will better fall in line with their views.

For example, Jehovah's Witness and Mormons try to use verses to show Jesus is a created being. However, their position is easily shown to be incorrect when you explain the context and correct meaning of the terms. Also, when you show additional verses that contradict their position, they are often surprised and realize they have never seen those verse before or that the organization's explanations of those verses are unable to be supported.

To successfully engage in conversation and effectively witness to those in the cults, Christians must be prepared in the following ways. First Peter 3:15 states that we must always be "prepared to give an answer to everyone who asks you to give the reason for the hope that you have. But do this with gentleness and respect." We must be prepared by knowing the word of God through diligent study of it. Second, we must be prepared to overcome our fears and lovingly reach out to cult members, exercising the fruits of patience and gentleness as we share the truth.

Danger of the Cults

The rise of the cults pose a serious challenge to the church because they present several dangers to the church and families involved. First, there is a spiritual danger. First Timothy 4:1 states "...that in later times some will abandon the faith and follow deceiving spirits and things taught by demons." Ultimately the spirit behind all lies and deception is the devil, so the ultimate force behind the cults is the evil one.

Galatians 1:8 states, "But even if we or an angel from heaven should preach a gospel other that than the one we preached to you, let him be eternally condemned." The false gospel of the cults cannot lead anyone to salvation. There are eternal consequences for false beliefs. For this reason Jesus and the apostles are very harsh on false teachers.

There is also a psychological danger. The mind controlling techniques used by the organizations can cause immense damage mentally and emotionally. Living under the pressure, guilt, and dependence on the organization has proven to have tremendous negative effects on individuals.

Third, there is domestic danger. Individuals are taught that loyalty to the organization is equivalent to allegiance with God. Therefore, loyalty to the organization supersedes loyalty to family. Thus, if a family member begins conducting himself in a way the organization does not approve of, the cult will often separate the family from the individual member. Isolation can be emotional or physical. Numerous families have been separated as a result.

In some cases there is a physical danger. The teachings of David Koresh cost the Branch Davidians their lives. Hobart Freeman taught that believers did not need medicine for illnesses, and told his followers to throw all theirs away. As a result, he and fifty-two of his members died from curable conditions.

In light of this threat, what are Christians called to do? First, we are called to study and know the Word of God. Paul writes to Timothy and all saints saying, "Do your best to present yourself to God as one approved, a workman who does not need to be ashamed and who correctly handles the world of truth." Christians should master the Bible so that they will not be deceived by any false teaching. Second, Titus commands us to be able to confront and refute false teachers. Finally, in Acts 20, Paul exhorts the leaders of the church to protect their flock from the false teachers that will prey upon the sheep. Every Christian is called to know the truth so well they can confront false teaching, and protect their church and family from it.

Notes

1. Richard Ostling, Mormon America (San Francisco, Calif.: Harper Collins Publishing Inc. 1999), p. XVI.

2. Walter Martin & Hank Hannegraph, The Kingdom of the Cults (Minneapolis, Mich.: Bethany House Publishers, 1997), p. 17.

3. Norman Geisler, When Cultists Ask (Grand Rapids, Mich.: Baker Books, 1997), p. 15.

Bibliography

Cults

1. Ankerberg, John and Weldon, John. Cult Watch. Eugene, Ore.: Harvest House Publishers, 1991.

2. Boa, Ken. Cults, World Religions, and the Occult. Wheaton, lll.: Victor Books, 1990.

3. Martin, Walter & Hank Hannegraph. Kingdom of the Cults. Minneapolis, Minn.: Bethany House Publishers, 1997.

4. Geisler, Norman and Rhodes, Ron. When Cultists Ask. Grand Rapids, Mich: Baker Books, 1997.

5. Rhodes, Ron. Challenge of the Cults. Grand Rapids, Mich.: Zondervan Publishing, 2001.

Mormonism

1. Ankerberg, John, and Weldon, John. Everything You Ever Wanted to Know About Mormonism. Eugene, Ore: Harvest House Publishers, 1992.

2. Blomberg, Craig and Robinson, Stephen. How Wide the Divide? Downers Grove, Ill.: InterVarsity Press, 1997.

3. Oslting, Richard & Joan. Mormon America. San Francisco, Cal.: Harper Collins Publishers, 1999.

Jehovah's Witnesses

1. Bowman, Robert. Jehovah's Witnesses, Jesus Christ, and the Gospel of John. Grand Rapids, Mich.: Baker Books, 1989.

2. _______. Why You Should Believe in the Trinity. Grand Rapids, Mich.: Baker Books, 1989.

3. Rhodes, Ron. Reasoning From the Scriptures with the Jehovah's Witnesses. Eugene, Ore.: Harvest House Publishers, 1993.


©2003 Probe Ministries.


About the Author

Patrick Zukeran is an associate speaker for Probe Ministries. He has a BA in Religion from Point Loma Nazarene University and a Master of Theology from Dallas Theological Seminary, and is a doctoral student at Southern Evangelical Seminary. He is an author, radio talk show host, and a national and international speaker on apologetics, cults, world religions, Bible, theology, and current issues. His radio talk show "Evidence and Answers" airs weekly on KWORD 100.7FM in Dallas, Texas. Before joining Probe, Pat served for twelve years as an Associate Pastor. He can be reached at pzukeran@probe.orgThis email address is being protected from spam bots, you need Javascript enabled to view it .

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quarta-feira, novembro 08, 2006

Comentário sobre a Batalha pela Bíblia

Manoel José de Miranda Filho*

Muito interessante esta questão da Batalha pela Bíblia, irmão.

Mas, como sempre, quero tecer um comentário. Jesus passou pelos problemas, ou por cima deles como querem os liberais que acreditemos? Vou usar a maiêutica de Sócrates e pedir
que eles me provem que Jesus não andou por sobre as águas.

As muitas ciências hoje tentam provar que Deus não existe, que Jesus é apenas um mito ou alguém que veio para a sua terra como um profeta como osoutros profetas vieram e que o processo da criação é meramente religioso.

Sobre a existência de Deus, as mais lisonjeiras teorias dos homens em relação ao que a razão humana se "orgulha" de ter conseguido provar é que estes assuntos não passam de meras hipóteses e conjecturas. Em período algum da história humana há exemplo de filósofo, cientista ou seja lá o que for, que manifestasse a pretensão de ter adquirido a idéia primitiva da existência de Deus por meio de investigação pura e simplesmente racional. Ou seja, em todos os casos em que se trata de raciocínio destinado a demonstrar a existência de Deus, não é possível chegar ao conhecimento do fato como verdade original e sim simplesmente se consegue fortalecer e confirmar verdade já conhecida e admitida. Se pudéssemos admitir que o homem estivesse colocado em situação tão absolutamente privada da luz da Revelação que ficasse sem a idéia de Deus, seria difícil admitir que ele tivesse capacidade, por si só, através do raciocínio, de chegar à conclusão da existência do que lhe era totalmente desconhecido (você é filósofo e sabe do que estou falando, até melhor do que eu). Nestas condições ele andaria apalpando-se no meio das mais densas trevas, (lembra sobre a caverna e a luz que se achou dentro dela? As densas trevas são essa caverna e a luz que outrora se achou por dentro dela é JESUS CRISTO, luz do mundo), sem adiantar nem sequer um passo na aquisição do conhecimento da existência ou da natureza do Criador, conservando-se nesta ignorância até que tombasse morto como as bestas (as feras selvagens) que perecem. Entretanto, é evidente, à vista do que afirmam as Escrituras, que rodeados como nos encontramos pela luz da Revelação em todo o seu esplendor, ou mesmo, como em geral acontece com as nações pagãs, apenas auxiliadas pelo vislumbre da TRADIÇÃO, podemos ver nas obras da natureza através das nossas "faculdades racionais", no mundo que nos rodeia, numerosas provas que demonstram a existência de Deus.

Sobre o processo de criação, vamos por partes. A Antropologia nos ensina que o homem foi criado através de uma sublime "intervenção milagrosa" na natureza, refutando a sabedoria e glória divina da criação. Têm-se que o homem foi criado de uma derivação de seres orgânicos ou de alguns tipos primitivos e, graças ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de plantas e animais tornou-se o homem. Até hoje esta evolução de Darwin não foi comprovada, pois na ciência o que vale é quando se comprova através de dados verídicos.

A ciência já admite hoje que o homem pode ter vindo do barro ou da terra devido a quantidade de minérios que existem dentro do corpo humano, fósforo, ferro, cálcio e etc., com isso, a ciência diz que o homem pode ter aparecido no mundo repentinamente, não por evolução de seres inferiores, mas repentinamente. Os crânios dos homens primitivos mostram claramente que estes tinham a mesma organização cerebral que o homem possui hoje e podemos portanto supor que tinham a mesma natureza intelectual e moral.

A Geologia harmoniza-se com a Bíblia da forma como o homem entrou no mundo. Em ambos os
relatos (geologia e Bíblia), o homem é visto como geologicamente moderno e as ossadas encontradas até hoje mostram acerca de uma identidade e origem comum de todos os homens. A capacidade cerebral dos mais antigos homens testificam que eram os senhores da criação e pouco aliados de animais, o que nos lembra as passagens de gênesis sobre o homem dominar a terra. Visto que existimos e não somos a causa primária da nossa existência, visto que a natureza existe através de mim e em mim, eu existo, mas não em mim, mas em Deus, que não existe em ninguém e somente Nele mesmo, sendo este SER a causa primária de todas as coisas (você é fera nisso: Existencialismo).

Visto também que a teoria da evolução pressupõe um germe criado e que este germe pressupõe um criador e visto ser impossível que a matéria originasse o movimento, posso concluir que a causa primária do movimento criador deve ser uma mente independente e acima da matéria, que a nossa existência é obra desta mente independente e que como seria coisa impossível que essa mente agisse sem que primeiramente existisse, logo vemos a existência de Deus demonstrada como causa primária de nossa própria existência. Desculpe se estou lhe perturbando a paciência dizendo essas coisas que você já sabe.

Sobre nosso querido e amado Jesus (na sua natureza humana), primeiramente os gnósticos diziam que a divindade entrou em Jesus logo após o batismo efetuado por João Batista, que era baseada num princípio da filosofia dos antigos gregos de que "a matéria está inseparavelmente relacionada com o mal". Esta teoria levou Marcião no início do século II a reformar ensinos dos gnósticos, sustentando que Cristo em lugar de nascido de mulher, desceu com aparência de um corpo humano a Cafarnaum, para anunciar aos homens a existência do princípio do bem, até desconhecido. Os marcionistas diziam que o corpo de Jesus não era real, não passando de um fantasma ou sombra e que Jesus o usava para conversar com os homens.

As diferentes formas de gnosticismo não negavam as afirmações às escrituras da humanidade
de Cristo, mas afirmavam que elas só existiam de forma aparente, por isso chamados docetas ou fantasistas. Mais tarde Eutíquio caiu num erro semelhante, ensinando que a humanidade de Cristo foi absolvida na divindade e que seu corpo não tinha existência real. Enquanto esse povo negava a existência real do corpo de Cristo, a heresia apolinária rejeitou a existência de uma alma humana em nosso Salvador. Na sua natureza divina, três teorias distintas foram adotadas.

Socino ensinava que o Salvador começou a sua existência ao nascer de Maria, se bem que "possuído" de santidade e excelências extraordinárias. Ário ensinava que ele era o primeiro e o mais exaltado dentre os seres que Deus criou em qualquer tempo, mas que apesar disso, foi
"criado". Os trinitários, ao contrário, ensinam que ele possui duas naturezas distintas: A humana, nascida por Maria e crucificada no madeiro, e a divina, unida com a humana (visão mórmon hoje). Então, esses ataques ao nosso Senhor e Salvador são antigos. Sua natureza humana (Gal 4:4; Hb 2:14-17; Lc 2:52; Mt 4:2; Jo 19:28; Jo 11:35) e sua natureza divina
(Jo 1:1-3,10,11; Cl 1:15-17; Cl 1:17; 2Tm 4:1; Is 40:3) e outras mais.

É por isso que eu te falei sobre a maiêutica, não tenho medo de forma nenhuma de ser levado por eles, pois tanto na vida prática (empirismo), como na ciência (lógica, matemática) como na Palavra do Senhor (a nossa querida Bíblia), temos grandes argumentos para crermos que o Senhor existe e que podemos refutar qualquer coisa que seja contra DEUS e NOSSO QUERIDO REDENTOR SENHOR JESUS CRISTO. Quem tem que me provar o contrário são eles. E vai ser
muito difícil!!!!!!!!!

Fica com Deus meu irmão. Espero não ter tomado o teu tempo.

*Manoel José de Miranda Filho é estudante de teologia na FAEPI (Faculdade Evangélica do Piauí), em Teresina, Brasil.

Bibliografia pesquisada:

  • Manual Prático de Teologia (Eduardo Joiner)
  • Introdução à Teologia Sistemática (J. Millard Erickson)
  • Teologia Sistemática (Louis Berkhof)
  • História da Igreja Cristã (Jesse Lyman Hurlbut)
  • História da Teologia Cristã (Roger Olson)
E alguns grifos existentes no texto, pertencem a mim (Miranda) também.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Sou Um Fundamentalista?

Dave Hunt

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"Você é um fundamentalista!" A acusação me foi dirigida quando ainda era um calouro da universidade, recém-saído do serviço militar, em 1947. Da maneira como ela foi feita, com tamanho desprezo, nenhuma explicação foi necessária para compreender que ser rotulado de "fundamentalista" era um dos mais terríveis insultos no orgulhoso mundo acadêmico. Respondi algo como: "Se ser fundamentalista significa aderir aos sólidos fundamentos da matemática, da contabilidade, da química ou de qualquer outra ciência, então aceito alegremente o título. E já que a Bíblia é literalmente a Palavra de Deus e é inerrante (sem erros), a única escolha inteligente é aceitá-la e permanecer fiel aos seus fundamentos". Essa resposta apenas aumentou a frustração e a ira dos que debatiam acaloradamente comigo já por duas horas.

A ocasião foi o primeiro encontro da "Hora dos Críticos", uma novidade que havia sido criada recentemente por alunos e professores da universidade para ridicularizar e desacreditar a Bíblia. Entre os espectadores havia um bom número de crentes que eu conhecia do grupo cristão do campus, mas nenhum deles disse uma palavra sequer. Fiquei sozinho naquele auditório, sendo alvejado com argumentos de todos os lados, todos favoráveis à evolução e ao ateísmo. Sendo um ingênuo jovem de 21 anos, fiquei chocado com a animosidade tão abertamente demonstrada contra a Bíblia e contra o Deus da Bíblia.

Naquele ponto da minha vida, mal ouvira falar de Harry Emerson Fosdick, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Nova Iorque, uma pessoa-chave no liberalismo/modernismo americano. Tampouco fazia idéia da crescente rejeição da infalibilidade da Bíblia entre muitas pessoas que se chamavam cristãos. O nome de J. Gresham Machen era-me completamente desconhecido. Portanto, nada sabia acerca da batalha perdida que ele sustentara no Seminário de Princeton, na década de 1920, contra as heresias que levaram aquela escola a tornar-se completamente liberal e que alcançaram a maioria das igrejas presbiterianas.

Cristianismo com "roupagem" moderna

Os servos mais eficientes de Satanás são mestres em ambigüidades. Fosdick reivindicava honrar a doutrina, mas ao mesmo tempo advertia sobre o "perigo de dar ênfase demais à doutrina..." Ele afirmou que "nada realmente importa na religião, a não ser aquelas coisas que fomentam o bem individual e público... e o progresso social."1 Fosdick foi reconhecido naquele tempo pela maioria dos cristãos verdadeiros como o incrédulo que realmente era. Mas, Norman Vincent Peale, não menos herege que Fosdick, conseguiu achar aceitação virtualmente em toda parte, bem como seu famoso discípulo Robert Schuller.

O modernista toma as últimas idéias do mundo secular e enganosamente as veste com linguagem cristã. Ninguém tem feito isso com maior perfeição do que os atuais psicólogos cristãos, que de algum modo tomam teorias anticristãs de inimigos declarados do Evangelho e as "integram" à teologia. Peale foi o primeiro a fazer isso. Em 1937, ele fundou uma clínica "cristã" de psiquiatria em sua igreja. A clínica tornou-se modelo para numerosas outras semelhantes, as quais têm gerado fortunas para seus fundadores.

Machen foi exato ao demonstrar que a intimidação pela ciência e o desejo de obter aceitação e respeito na comunidade acadêmica têm resultado em comprometimentos, que na prática descaracterizam o Evangelho. Essa ânsia tem influenciado cada vez mais os seminários e faculdades cristãs. Machen acusou os liberais de "tentar remover do cristianismo todas as coisas que não possam ser aceitas pela ciência."2

Muitos dos evangélicos de hoje em dia parecem pensar que os cientistas sabem mais sobre o Universo do que o próprio Criador. Será que a Bíblia é frágil devido à ignorância de Deus? O resultado é um comprometimento fatal para a verdadeira fé. Temos observado isso na aceitação da evolução teísta por parte da revista "Christianity Today" (Cristianismo Hoje), dos "Promise Keepers" (Guardadores de Promessas) e de muitos seminários e universidades cristãs, mesmo que ela contradiga plenamente a Bíblia e subverta o Evangelho. O mesmo comprometimento ocorre quando se questiona a narrativa bíblica do dilúvio.

Billy Graham, que há décadas abandonou sua posição fundamentalista, recentemente disse não estar certo se o dilúvio de Noé foi realmente de âmbito mundial. O New Bible Commentary da InterVarsity também afirma: "A narrativa (bíblica) não relata diretamente um dilúvio universal..." A Bíblia, ao contrário, não deixa espaço para tais devaneios: "...tudo o que há na terra perecerá" (Gn 6.17). "...e da superfície da terra exterminarei todos os seres que fiz" (Gn 7.4). "...e os montes foram cobertos. Pereceu toda carne..., ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca" (Gn 7.20-23). As instruções de Deus para Noé, de que trouxesse um par de cada espécie para a arca, só têm sentido se o dilúvio atingiu o mundo inteiro. Deus prometeu não voltar a destruir a terra por água novamente (Gn 9.11), todavia têm havido muitas enchentes regionais desde aquele tempo. A destruição futura do mundo, conforme profetizada por Pedro, seria apenas um incêndio localizado, se o dilúvio com que é comparado foi limitado (2 Pe 3.6-7). Finalmente, Jesus compara Seu futuro julgamento da humanidade ao dilúvio (Mt 24.38-41).

Um cristianismo sem inerrância

Temos que crer na Bíblia inteira. Isto é fundamentalismo bíblico. Se Gênesis não é exato em cada detalhe, em qual parte da Bíblia poderemos confiar, então? Se a Bíblia está errada quanto à origem do homem e seu pecado, como poderemos confiar no que ela diz sobre a sua redenção e seu destino eterno? Na verdade a Bíblia está absolutamente certa em tudo que declara.

Se as últimas descobertas da ciência concordam ou não com a Bíblia, isso não deve inquietar ao fundamentalista. Como confiamos em Deus, não somos intimidados pelos homens. Só um tolo trocaria a Palavra infalível de Deus pelas opiniões mutáveis e falíveis dos homens. Os cientistas cometem erros e muitas vezes são condicionados por preconceitos. No seu livro Great Feuds in Science, o historiador Hal Hellman documenta que até os maiores cientistas têm sido "influenciados por orgulho, ambição, cobiça, inveja e até por evidente impulso de estar certo".3

Tragicamente, diminui gradativamente o número de cristãos que ainda defendem a inerrância bíblica e a sua suficiência, como Harold Lindsell documenta em The Battle for the Bible. O Seminário Teológico Fuller é um exemplo citado por ele. Podemos dizer com certeza que para as multidões envolvidas no atual movimento evangélico a inerrância raramente se constitui num problema, pois tais pessoas se apóiam em experiências e emoções mais que em doutrina. Para muitos atualmente, o amor por Jesus é um maravilhoso sentimento, divorciado completamente da verdade que Jesus afirma ser. No livro The Bible in the Balance, Lindsell confessa que "a palavra 'evangélico' tem se tornado tão desonrada que perdeu sua utilidade... Talvez seja melhor adotar a palavra 'fundamentalista', mesmo com todos os ataques depreciativos que tem sofrido por parte dos seus críticos".

Motivos de rejeição do fundamentalismo

O fundamentalismo tem sido estigmatizado por duas razões: (1) alguns cristãos fundamentalistas são fanáticos e afastam-se de outros cristãos de uma forma insensata e anti-bíblica; e (2) por causa do exemplo do fundamentalismo muçulmano, que apregoa que todos precisam adotar as mesmas roupas e costumes que Maomé adotou no século VII. Consagrados que são ao alvo islâmico de conquistar o mundo pela força, esses muçulmanos fundamentalistas são responsáveis por muitos dos atuais atos de terrorismo. Por conseqüência, também os cristãos fundamentalistas, cuja lei maior é o amor, são freqüentemente retratados com estas mesmas cores de fanatismo.

Um cristianismo de popularidade

Todos que desejam confiar e obedecer à Palavra de Cristo e que querem ser Seus verdadeiros discípulos (Jo 8.31-32), precisam estar prontos a permanecer sozinhos, como Daniel e seus amigos. Com medo de serem diferentes, muitos cristãos seguem a multidão. Famintos pelos louvores deste mundo, eles amam "mais a glória dos homens, do que a glória de Deus" (Jo 12.43). C.H. Spurgeon ficou virtualmente sozinho, abandonado mesmo pelos seus ex-alunos e amigos, quando foi censurado pela União Batista Britânica, por sua indisposição em tolerar a apostasia dentro daquele grupo. A. W. Tozer declarou, pouco antes de morrer: "por causa do que tenho pregado não sou bem recebido em quase nenhuma igreja na América do Norte." Que acusação contra aqueles pastores e igrejas!

Cristo advertiu: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lc 6.26). Ele afirmou que a verdadeira fé em Deus é impossível quando nós aceitamos "glória uns dos outros", e, contudo, não procuramos "a glória que vem do Deus único" (Jo 5.44). John Ashbrook escreve que o "novo evangelicalismo está determinado a impressionar o mundo com seu intelectualismo. Ele tem estado a buscar o respeito da comunidade acadêmica. Determinou ganhar glória nas fontes do ensino secular."4 Carl Henry observou que "em conseqüência da crescente atitude de tolerância... a fé cristã foi embalada de forma a facilitar sua comercialização."5

O único inimigo do liberalismo é a firme adesão do fundamentalismo à autoridade e suficiência das Escrituras. D. Martyn Lloyd-Jones lamenta o fato de que muitos evangélicos mudaram de "pregar" para "compartilhar" a Palavra de Deus, o que sutilmente transfere a autoridade da Palavra de Deus para a experiência e opinião humanas.6 Tal comprometimento, além de não ajudar o incrédulo a enxergar a luz; ainda o deixa mais cego. Essa tolerância estimula a resistência dos homens em se submeterem à autoridade de Deus. O liberalismo, inevitavelmente, endurece cada vez mais contra a verdade. Podemos ver isso atualmente em todo o mundo.

A tolerância quanto ao homossexualismo

A aceitação de homossexuais, em nome da tolerância e do liberalismo, tem produzido uma intolerância cada vez maior contra qualquer outro ponto de vista. O mundo inteiro, que por milhares de anos considerou o homossexualismo como antinatural e vergonhoso, agora está sendo forçado a abandonar tal convicção. Os homossexuais, que reivindicavam tolerância, têm se mostrado totalmente intolerantes na medida em que conquistam poder. Eles atacam com malícia, verbal e fisicamente, qualquer pessoa que queira manter uma opinião independente. O mundo tem sido coagido a garantir privilégios especiais aos homossexuais, apesar do estilo de vida "gay" ser cheio de práticas nocivas, levando à proliferação de doenças que ameaçam a sociedade em geral e reduzem pela metade a expectativa de vida das pessoas. A incurável AIDS, embora se propague em proporções epidêmicas, afetando inocentes e sendo fatal para todos que a contraem, é tratada com um sigilo perigoso e um status privilegiado, devido à sua penetração entre os homossexuais.

A tolerância quanto ao evolucionismo

Vemos a mesma intolerância nos evolucionistas que acusam os criacionistas de pensamento bitolado. A ciência deve promover a liberdade de investigar e aceitar os fatos. Mas, em nome da ciência, a teoria da evolução é ensinada às crianças nas escolas públicas como fato, enquanto as evidências contra ela são omitidas e a alternativa bíblica e racional da criação de Deus não é admitida nem considerada.

A situação na Rússia

Numa recente viagem a Rússia, um dos principais responsáveis pelo sistema educacional nos disse o seguinte: "Por setenta anos vimos os frutos da imposição dogmática de apenas uma opinião aos alunos. Estamos cheios disso e ansiosos para considerar as alternativas". O colapso do comunismo deixou um vácuo moral que a Rússia está tentando preencher com os ensinos da Bíblia. Paradoxalmente, as escolas da Rússia agora acolhem os mesmos ensinos morais e da criação que estão banidos das escolas americanas! Não podemos saber quanto tempo isso vai durar. A Igreja Ortodoxa Russa, intolerante e firmemente contrária ao Evangelho, está procurando retomar o monopólio da religião - e alguns evangélicos americanos estão cooperando com esse sistema anticristão. Oremos pela Rússia.

O "cristianismo" foi introduzido em 988 d.C. no país que mais tarde se tornou a Rússia, pelo príncipe Vladimir. Antes ele havia considerado o islamismo, já que suas vinte esposas não causavam problema para aquela "fé". Mas como o islamismo proíbe o álcool, ele acabou abraçando o "cristianismo" da Igreja Ortodoxa, onde o álcool corria livremente (muitos monges e sacerdotes bebem intensamente) e onde a opulência dos rituais tem um apelo misterioso. Ele decretou uma esposa como "oficial", mantendo as outras dezenove como concubinas, enquanto usava o álcool livremente. Foi assim que a Rússia "converteu-se" ao "cristianismo". Em 1988, o milésimo aniversário desse evento foi celebrado com pompa e ritual. Billy Graham esteve presente para trazer suas congratulações. Na ocasião, ele disse: "Sinto-me profundamente honrado em congratular-me com vocês nesta histórica e alegre ocasião em que se comemora o milésimo aniversário do batismo da Rússia, proporcionado pelo batismo do príncipe Vladimir, de Kiev..."7

A Igreja Ortodoxa, assim como o catolicismo romano, é inimiga jurada do Evangelho. Ela tem mantido o povo russo na escravidão e na superstição, ensinando-o a buscar nela a salvação, beijando seus ícones, pagando por orações e sacramentos. Embora rejeite o purgatório do catolicismo, ensina que, através de nossas orações, as almas podem ser resgatadas do inferno para o céu.

Visitamos, nas proximidades de Moscou, o centro da Igreja Ortodoxa, com seu seminário e muitas igrejas. Monges com quem falei explicaram que a morte de Cristo possibilitou a nossa entrada no céu, desde que fôssemos batizados, participássemos dos sacramentos e "vivêssemos o Evangelho". Para eles, a porta que Cristo abriu está no cume duma alta escada que precisamos subir pelos nossos próprios esforços, obedecendo à Igreja e auxiliados por ela.

Fui um dos preletores numa conferência em Moscou que atraiu pastores e membros de igrejas de toda a Rússia. Havia uma indisfarçável expectativa de que a Palavra de Deus fosse ensinada. Eu expus abertamente os ensinos e práticas não-bíblicas da Igreja Ortodoxa Russa que (como a Igreja Católica no Ocidente) perseguiu e assassinou multidões de verdadeiros cristãos. A Igreja Ortodoxa, que estabeleceu parceria tanto com os czares como com os comunistas que os sucederam, pressionou o presidente Yeltsin a favor da nova lei que suprime a liberdade religiosa (essa lei está sendo atualmente implementada em pequenas cidades fora de Moscou). Centenas de fitas de vídeo e de áudio de nossa conferência estão sendo distribuídas por toda a Rússia. Oremos para que dêem frutos!

Fundamentalismo é não negociar o inegociável

Como avisamos aos irmãos e irmãs da Rússia, o verdadeiro "crer no Senhor Jesus Cristo" para a salvação tem que ser uma profunda convicção e não apenas uma mera preferência. E esta corajosa convicção certamente será seguida de grande oposição e terrível violência da parte de Satanás e da carne. Lembrando que a eternidade nos espera em breve, jamais devemos trocar o eterno "muito bem, servo bom" de Deus pela aprovação dos homens nesta vida tão curta. A plenitude de vida, tanto agora como por toda a eternidade, tanto para nós mesmos como para as pessoas a quem temos a oportunidade e a responsabilidade de influenciar, depende desta verdade inegociável.

(TBC 8/98 - publicado anteriormente em português no Jornal Fundamentalista - União Bíblica Fundamentalista - Cx. Postal 567 - 60001-970 FORTALEZA CE 0 ++ (85) 214-1412)

CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS


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Pr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano

segunda-feira, outubro 09, 2006

Existe Demônio Também na Política

Um cristão acredita em Deus, claro, mas sabe, como reafirmou o papa João Paulo 2º, que o demônio existe. O que é matéria de crença pode encontrar plena correspondência numa mentalidade agnóstica. Deus é a convicção, o princípio, o norte moral; o demônio é frouxidão da vontade, a ausência de limites, o relativismo sobre todas as coisas. Um cristão sabe que a manifestação mais clara do demônio — e, por favor, eliminem da imaginação aquela bobagens de possessão à moda do filme O Exorcista — é aquela que o leva a duvidar de si mesmo, dos seus valores; que põe uma névoa sobre os seus olhos e o impede de distinguir o certo do errado, porque, afinal, o certo de um sempre será o errado de outro, e vice-versa, e, enfim, tudo seria uma questão de ponto-de-vista.

Na política, também existe o demônio — para tristeza (ou felicidade, sei lá) de Marilena Chaui e de Emir Sader. Ele converte em fel todas as conquistas da democracia, que passam a ser encaradas, então, como marcos a serem superados em nome de um bem maior, que chamam a “redenção dos oprimidos”. Hoje li um texto de Sader, que me foi enviado por um amigo. Ali, um professor, alguém que carrega o título de cientista social, mente sem receios: diz que, se eleito, Alckmin vai privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil. Infelizmente, trata-se de uma mentira. Infelizmente, o país sofrerá muito até que se evidencie essa necessidade. O homem aplaude todas as conquistas do governo Lula, com especial ênfase para o que considera a retomada do Mercosul. Penso nos crentes que o lêem, que acabam acreditando naquilo...

É o Mal. No texto de Sader, peça de resistência do petismo, de que Marta Suplicy já faz proselitismo nas ruas de São Paulo, todos os escândalos havidos são uma trama dos inimigos. Nada aconteceu. A história se passa num outro plano, que não este que reconhecemos. Haveria uma luta entre duas essencialidades: o projeto popular, que Lula encarnaria, e o outro, o das elites entreguistas, que querem subordinar o Brasil à lógica do capital — como se hoje vivêssemos à margem. É, claro!, um ponto-de-vista, mas que precisa se ancorar na farsa, em dados que não existem. Ou, então, não se sustenta. E que só encontra eco entre os admiradores porque certamente compartilham da ignorância que ele tem ou finge ter.

O mal é sempre sedutor. Aparecesse aos que são alvos da tentação com sua vestimenta real, não atrairia ninguém para o covil. Imaginem se Sader ou Marilena resolvessem lembrar os milhões de mortos de sua crença, de sua ideologia, para que eles pudessem chegar até aqui, em 2006, repetindo aqueles mesmos mantras. O interessante dessa gente é que eles não têm nunca um passado a oferecer como guia. Suas teses só têm futuro. O mundo que nos oferecem como alternativa nunca existiu, mas existirá um dia, desde que paguemos um preço.

Nós, os que acreditamos no individualismo radical; os que não suportamos que o demônio do Estado venha nos dizer o que fazer e o que não fazer; os que não acatamos as “imbecilidades coletivas” (by Olavo de Carvalho); os que não reconhecemos a autoridade da manada; os que não aceitamos o argumento da autoridade do social sobre a autoridade moral; os que não acatamos que leis democraticamente votadas sejam sacrificadas por causa da gritaria de minorias influentes, nós temos o dever de resistir, de ir para a guerra de valores, de acusar o golpismo dessa gente nefasta. E temos de mobilizar outros indivíduos como nós, neste exército sem quartel, nesta religião sem templo, que é a liberdade individual, que eles tentam sufocar, seja com a caridade que esmaga, seja com a patrulha que silencia.

Sim, é preciso ter em relação a essa gente uma ira verdadeiramente santa. Santa, pacífica e absolutamente intransigente. A ninguém foi dado, por Deus ou pelos homens (cada um segundo a sua escolha), de conquistar o Bem por meio do Mal. Se vocês repararem, eles reivindicam dois monopólios: tanto o de pecar como o de pedir perdão. Seja pecar contra Deus (para os crentes), seja pecar contra a cidadania. Eles têm de ir embora.

Se não agora, quando?

www.reinaldoazevedo.com.br/arquivos/2006_10_01_reinaldoazevedo_archive.html#116012378638244261

terça-feira, setembro 19, 2006

A Polêmica do Papa

Jornal da Globo

Os protestos em países muçulmanos contra um discurso acadêmico pronunciado por Bento XVI tornaram-se ainda mais fortes, apesar do Papa ter dito “lamentar as reações”, no domingo.
O presidente da conferência episcopal italiana, Camilo Ruini, chamou de “inqualificáveis” as ameaças ao Papa vindas do mundo muçulmano. O cardeal ofereceu a Bento XVI total solidariedade.

O presidente da França, Jacques Chirac, lançou um apelo para que seja evitado tudo o que pode alimentar tensão entre povos e religiões.
Nesta segunda-feira, o país islâmico mais intransigente foi o Irã, que não aceitou a retratação do Papa. Lideres moderados, do Egito e da Jordânia, também não se satisfizeram com a explicação do Papa, e querem um pedido de desculpas claro e sem equívocos.
Novas ameaças foram feitas ao pontífice e à Igreja, por iraquianos extremistas ligados ao grupo al Qaeda.

Longe dos muros sagrados, em Castel Gandolfo, Bento XVI acompanha os protestos. No vaticano, se prepara um encontro com autoridades católicas, muçulmanas e judaicas. Recomeçar diálogo entre as religiões é a aposta da Santa Sé para o fim da crise entre a Igreja e o Islã
A declaração

Bento XVI é um intelectual de pensamento muito sofisticado e elaborado. E boa parte das reações negativas ao que ele disse parecem ser fruto de pouca informação.
As palavras pronunciadas pelo Papa constam da aula magna que ele deu na semana passada na universidade de Regensburg, no sul da Alemanha, onde fora professor de teologia. O título da aula era “Fé e razão – e como é possível, através da razão, entender Deus”.

Para explicar porque a fé e a razão excluem a violência como forma de se propagar uma religião, o papa reproduz diálogos travados há mais de 600 anos entre um imperador bizantino, Manuel II Palaeologo, e um prelado persa de nome desconhecido. Era um diálogo sobre a relação que cristianismo e o Islã mantém com fé e razão.

Naquela época, por volta do ano 1400, Constantinopla, a capital do império Bizantino, estava cercada por exércitos muçulmanos – que acabariam conquistando a cidade 53 anos depois, uma das datas mais traumáticas para a cristandade.

O imperador conhecia perfeitamente as definições, contidas no Corão, sobre a guerra sagrada", diz o Papa. "E ele se dirige a seu interlocutor de forma muito brusca, com a questão central por excelência da relação entre religião e violência, e diz: ‘mostre-me o que o profeta Maomé trouxe de novo (na questão da Guerra Santa) e você só vai encontrar coisas ruins e desumanas, como a crença, que ele propagou, que a fé dele tem de ser espalhada através da espada’".
É uma palestra muito mais acadêmica que religiosa. É fácil descontextualizar esta frase e instrumentalizar esta frase. Mas essa instrumentalização também é entendível, por parte dos muçulmanos, porque a fala aconteceu no dia 12 de setembro, um dia depois da comemoração dos atentados contra o World Trade Center”, avalia Frank Usarski, professor de Ciências da Religião da PUC-SP. “E ainda, esse discurso público no mundo Ocidental inteiro, repercutiu na alma, na consciência coletiva dos muçulmanos”.

Segunda-feira, 18 de Setembro de 2006

sábado, setembro 09, 2006

As Doutrinas dos Batistas

por Glendon grober

A doutrina fundamental dos batistas é da autoridade das Escrituras. O único credo das igrejas batistas é o Novo Testamento. Há interpretações dele que são distintivaas dos batistas. Mesmo entre essas pode haver alguma diferença de batista para batista:
1. Cristo é o Senhor da Igreja e dos crentes. O objetivo de toda a atividade é glorificar o nome de Jesus. Ele é o Senhor pessoal e a cabeça da Igreja.

2. A autoridade suficiente das Escrituras. A Bíblia é a única autoridade acima de qualquer outra. A regra de fé das igrejas batistas é o Novo Testamento. Os batistas crêem na inspiração da Bíblia toda, mas reconhecem que a orientação da Igreja está no Novo Testamento.

3. O batismo é a imersão de um crente como ato de obediência. Não são únicos nesta crença, mas bem firmes na posição.

4. A liberdade religiosa. Os batistas crêem no princípio de separação entre a Igreja e o Estado. São contra uma igreja estatal ou ligada ao governo. Crêem, dentro deste princípio, na liberdade de consciência. O homem tem que procurar a Deus d livre vontade, porque quer; nunca pode ser forçado ou obrigado a crer. Deus mesmo não obriga o homem a comungar com Ele, muito menos deveria o homem impor sobre seu semelhante aquilo que Deus recusa fazer. O princípio de liberdade religiosa é o "troféu dos batistas".

5. A perseverança dos crentes. Crêem os batistas que a salvação é uma vez para sempre. Deus guarda o salvo pelo poder divino. Os crentes hão de perseverar na graça, não perdendo a salvação. É da antureza da fé salvadora se manter firme até o dia de Cristo.

6. A igreja é autônoma. Crêem os batistas na política congregacional. Nenhuma igreja está submissa à outra. Os batistas praticam a cooperação entre as igrejas em amor, nunca por constrangimento.

7. A salvação é pela fé em Jesus Cristo. Ele é o único caminho. Seu o único nome entre os homens que o homem pode invocar para ser salvo. Os batistas rejeitam, como meio de salvação a lei, a igreja, as ordenanças (sacramentos) e as obras. A salvação é um dom que Deus concede àquele que pessoalmente põe sua fé em Jesus Cristo.

quarta-feira, novembro 16, 2005

O Deus que Funciona e 3 Comentários

Por Renato Modernell
(Publicado originalmente no site da AOL Brasil em 30/05/2005)

Jornalista e escritor. Autor de “Sonata da Última Cidade”, “Che Bandoneón”, biografia romanceada do músico argentino Astor Piazzolla, e de “Viagem ao Pavio da Vela”, título premiado na Itália que tem Marco Pólo como protagonista.

Pergunta à queima-roupa, e das brabas. Respondo com o que me vem à cabeça: “Não creio na existência de Deus, mas gosto de ver o goleiro do meu time fazer o sinal-da-cruz”. Sim, parece uma contradição, talvez seja, mas vamos em frente. As contradições têm algo de sagrado; são um fogo interior que nos impulsiona; sem elas, nossa vida seria previsível e banal. Aquela frase entre aspas (verdadeira, mas nem tanto, como o leitor verá) me serve para desenvolver algumas idéias que julgo oportunas, porque incômodas, nos parágrafos seguintes.

Em primeiro lugar, quando digo que não acredito na existência de Deus, refiro-me àquele Deus em que me ensinaram a acreditar numa época em que outros, não eu próprio, julgavam saber o que era bom para mim, começando pela marca do xarope que eu devia tomar quando tinha tosse. Aquele era o Deus com D maiúsculo, Dominador, Drástico, pesaDo, do qual eu era um devedor pelo simples fato de ter nascido com o pecado original, como um time já que entrasse em campo perdendo de três a zero. Isso sempre me pareceu injusto, embora dissessem: “Deus é justo”.

As religiões mais poderosas da banda ocidental do mundo – o cristianismo, o judaísmo e o islamismo – brigam entre si a despeito de compartilharem suas raízes, ou talvez mesmo por causa disso. Na base, elas têm o mesmo princípio ativo, a culpa. Isso as diferencia das doutrinas orientais (pelo menos daquelas que conheço melhor, como o zen-budismo, o taoísmo, o hinduísmo e o zoroastrismo, tida como a primeira religião “ecológica”). Estas últimas, em vez da culpa, baseiam-se no autoconhecimento, e por isto as considero mais saudáveis e evoluídas. São algo a meio-caminho entre uma religião convencional, que implica submissão, obediência, dogma, e um sistema de pensamento aberto, oxigenado, que integra a ética e a sensibilidade como ferramentas primordiais para uma existência mais elevada.

Transitei, sem vestir a camisa, por cada uma dessas doutrinas que alguns consideram exóticas. Descobri que sou capaz de acreditar em deus, mas num deus assim, com letra minúscula, que não me cobra nem intimida com o D enorme de sua cateDral, ou de sua cáteDra, sob a qual eu deveria me curvar para receber instruções e segui-las ainda que não as compreenda. Não posso conceber uma divindade tão cruel que, tendo-me dotado de inteligência, me condenasse o uso desse atributo no campo mais nobre da existência, que é o contato com a eternidade e o mistério.

Mas dizem que não, que é pecado pensar. As grandes religiões ocidentais se tornaram enormes máquinas políticas e publicitárias. Tirando partido do desamparo do homem contemporâneo, e valendo-se da platitude da mídia, impõem a idéia de um ser superior que deve ser a mesma para todos, gregos e troianos. Cometem, a meu ver, o que seria o mais pretensioso de todos os pecados: descrever Deus. Dizer aos ingênuos: Deus é assim, Deus é assado, quer isto de você, quer aquilo outro etc.

Abro parênteses para evocar um episódio folclórico, mas instrutivo, do mundo do futebol. Seu protagonista é o Anjo das Pernas Tortas. Mané Garrincha, durante a preleção do treinador antes de um jogo contra a Bélgica, farto de ouvir os detalhes do plano tático, e de como os brasileiros deveriam proceder para envolver os adversários, teria tomado a palavra para perguntar: “Mas vocês já avisaram aos belgicanos?” Esta tirada genial (pela perspicácia, pela ironia, e também pelo fato de ser uma resposta em forma de pergunta) veio de um homem cuja inteligência era considerada inferior. Cito-a porque me lembro dela cada vez que vejo alguém, com ar sapiente, falar de algo que não pertence o seu campo de experiência direta, ou que envolve um grau de abstração tão grande quanto traçar o desdobramento de um jogo sem levar em conta a presença dos adversários. Portanto, quando alguém sobe ao púlpito moderno, ou seja, o rádio e a televisão, e afirma aos quatro ventos: “Deus é assim”, “Deus é assado”, pergunto a meus botões, como Garrincha o fez em voz alta no vestiário: “Será que esse sujeito já avisou Deus para ser assim ou assado?”.

Já disse que, embora não acreditando em Deus, sou capaz de acreditar em deus, mas assim, com minúscula. Porém mesmo isso não é exato. Agora eu colocaria no plural: acredito em deuses. Pronto, vejo leitores torcendo o nariz. Alguns já clicam o mouse para mudar de página, indignados por algo que, à primeira vista, parece blasfêmia, provocação. Parece, mas não é. Peço que me acompanhem pelo menos por mais dois parágrafos, sem clicar, e que compartilhem comigo uma pergunta para a qual não tenho resposta.

Sempre ouço pensadores dizer que, em linhas gerais, a humanidade passou do politeísmo ao monoteísmo, e isso teria representado um salto de qualidade. Bem, nunca entendi por quê. Se seguimos pelo bom caminho, se cumprimos nossa missão, se damos aos outros o melhor de nós, que diferença faz que nosso procedimento ocorra sob a batuta de uma ou mais entidades divinas? Todo o desenvolvimento humano nos últimos séculos, pelo menos desde o Renascimento, tem sido em direção à pluralidade, em vez da unificação. Isso se expressa muito bem, aliás, na divisão clássica do sistema de poder que forma a base da democracia. Se nos assuntos temporais já não queremos mais um soberano autocrático, se um dia até lhe cortamos a cabeça à guilhotina, para dividir suas funções em três entidades distintas a que chamamos “poderes”, por que preferimos, no plano imaterial, dever obediência a um único senhor em vez de vários?

Já disse que sou capaz de acreditar em um deus minúsculo, e por isso grandioso, que está nas pequenas coisas; e posso aceitá-lo também no plural. Vários deuses e semideuses cruzam suas influências numa dimensão que não conheço, e por isso não simplifico. E agora vou mais longe: não penso nos deuses como algo que “existe”, mas que “funciona”.

Se os deuses existissem, da mesma forma como eu próprio creio existir (pelo menos não tenho fortes motivos para duvidar), eu os estaria imaginando à minha semelhança, o que seria uma forma de ingênua presunção. Fora dos domínios da culpa – esse enorme shopping center, cheio de escadas rolantes que sobem e descem – não consigo conceber a divindade de um modo personalizado, como alguém que distribui prêmios e castigos, ou que esteja preocupado com o meu destino individual. No entanto, não me sinto desamparado. Não sou ateu. Creio que precisamos de uma espiritualidade, de um saber transcendente, mas não necessariamente de uma religião que impõe dogmas e regras de conduta padronizadas.

Digo isso num momento de apreensão, no qual vejo esta parte do mundo onde vivo toldar-se de um fundamentalismo primário, como se fôssemos um monte de parafusos, e não espíritos pulsantes. Uma coisa dessas não havia por que renascer das cinzas, senão por imitação temerosa ao impulso totalitário de povos distantes. Esse fenômeno, que envolve multidões manipuladas, ameaça triturar a maior relíquia do Ocidente, que é o pensamento liberal, leigo, autônomo (antes o bafo de Nietzsche; hoje os trovões e relâmpagos de Saramago) e que para nós representa um sopro vital, tão importante quanto o ar que respiramos no interior do Mosteiro de São Bento.
Qualquer coisa nos nutre – menos a culpa. Por isso acredito na divindade (se assim posso chamá-la) como sendo o conjunto de forças que atuam no universo, num plano insondável, mas com o qual, por meio da intuição, podemos estar alinhados ou contrapostos, assim como um velejador em relação ao vento. Vale lembrar: o vento, a rigor, não é uma coisa que existe. Mas funciona. Isto é, passa a existir na medida em que circunstâncias complexas provocam o movimento de algumas coisas que, estas sim, existem o tempo inteiro: as moléculas de ar.
Vou tentar um exemplo menos etéreo. Pensemos no papa e no Papai Noel, figuras paramentadas que pertencem ao nosso acervo de imagens, “ícones” da nossa cultura, para usar o clichê do momento. Pois bem, não se discute que o papa existe, é um ser único, como cada um de nós, embora numa situação especial: está no comando da Igreja. Se o meu vizinho se vestir de papa, e vier bater na minha porta, saberei de imediato que se trata de uma impostura, ou de uma brincadeira, pois não há hipótese de que o sumo pontífice, por algum motivo, venha me procurar pessoalmente. Só existe um papa, eu sei quem é, e ele está em Roma.

Com o Papai Noel, é diferente. Se o vejo na rua, numa loja, onde quer que seja, sei que aquela figura é autêntica, na medida do possível, pois não pode ser cópia de algo que não está em lugar algum, ao contrário do papa. E é este fato, o “não existir”, que permite o “funcionamento” do Papai Noel em tantos lugares ao mesmo tempo, em todo o planeta, e não apenas na Lapônia, onde nasceu essa lenda, se não me engano. O fato de eu, adulto, saber que por trás daquela roupa vermelha e das barbas brancas está um homem comum, como eu, suando (literalmente) para ganhar uns trocados, em nada altera a eficiência daquela figura carismática que se reporta a uma parcela relevante da humanidade, as crianças, ainda distantes dos nossos padrões de racionalidade. Ele funciona, portanto. Funciona porque não existe, como o vento, como deus. Como o deus das pequenas coisas, capaz de estar em todos os lugares e em lugar nenhum.
Se isto é uma contradição, que seja bem-vinda. Estamos bem-acompanhados. Os maiores físicos modernos, que no início do século XX deram um passo além dos místicos e poetas, depararam no interior do átomo com certas partículas que, para usar uma linguagem clara, nunca estavam onde eles as procuravam. Entidades sutis, leves, voláteis, eram capazes de “existir” e “não existir” a um só tempo. E esses cientistas usaram uma expressão interessante: disseram que tais partículas, detectáveis apenas por seus efeitos, tinham um atributo diferente do resto das coisas, uma “tendência a existir”.

Com essa idéia, voltemos aos nossos deuses mínimos. Eles tendem a existir cada vez que alguém se supera; ou se abre ao inesperado; ou destrava sua inteligência rendida a pregadores baratos, que atuam por catarse e intimidação. Nada deve ser cobrado de ninguém, no teatro de seu foro íntimo. Até porque uma coisa me parece clara: a fé não depende da vontade. Os profetas obtêm-na por revelação; os simples, pela submissão; os sensitivos, por aquele “sentimento oceânico” a que Freud se referiu, lamentando não ser capaz de experimentá-lo. Mas e o restante da humanidade, que não conta com tais situações privilegiadas, como túneis secretos de acesso à fé que todos gostaríamos de poder usar?

Ainda que eu acreditasse naquele Deus com D maiúsculo, em letras góticas, aquele que distribui prêmios e castigos de forma justa, não acharia plausível que esse ser superior me cobrasse pela fé na mesma medida em que cobra outros homens aos quais se revelou de modo mais intenso e definitivo. Seria injusto. Fora dessas situações especiais, a fé é uma construção lenta, uma empreitada para toda a vida. Lenta e dolorosa. Deus precisa morrer, para que os minúsculos deuses – os que não existem, mas tendem a existir – comecem a surgir nas pequenas coisas, muito longe do púlpito, do altar e do andor. E sobretudo da TV.

Em outras palavras, eu diria que os deuses dependem de nós. São construções mínimas, íntimas, intransferíveis, e por isso eficientes como o Papai Noel. Mesmo o Deus maiúsculo e soberano, aquele da primeira frase, existe para quem acredita – nisto, creio sinceramente. Portanto, se a mim não foi dada a vantagem de ter fé, ao menos me consola ver o goleiro do meu time fazer o sinal-da-cruz. E que o faça logo, antes do atacante adversário. Pois a hora do pênalti já é um pouco como a hora da morte.

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Comentários:
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Cesar
(Sumidouro)

30/05/2005 - 22:38 PM

Ainda bem que é um Jornalista

Ainda bem que o Sr.Renato Modernell é um jornalista pouco letrado na história, na filosofia e na teologia. Mas, achei interessante sua concepção, apesar da "morte de Deus" ser pouco original como idéia. Ofereço uma correção: "Pensar nunca foi pecado, já que ninguém (a não ser "Deus") sabe o que pensamos. Quanto a revelar o que se pensa, aí já é outra estória!


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xtox
(Santa Catarina)

31/05/2005 - 00:13 AM

QUE INTELIGÊNCIA...

Agora que terminei de ler a coluna do sr. Renato, estou estupefato com a grande erudição, com a autoridade, a competência, o despojamento, a disponibilidade, a magnitude, e ainda com a imensa humildade, a capacidade de carregar tamanha quantidade de belezas do raciocínio humano. É um ser divino, é um ser que ao escrever desperta em todos o grande senso de grandeza, seus escritos são tão imensamente profícuos, tão magistralmente honoráveis, que não se pode conceber o mundo antes dele, não se pode entender como o mundo se privou de tamanhas conclusões, e certamente suas sagradas letras serão o benefício para a humanidade daqui para os próximos milênios, pois o conteúdo libertador que passa é algo, é o ALGO que todos precisamos. Suas palavras refinadíssimas de desprezo e de afronta ao deus ou Deus, ou deuses que ele julga em sua eterna cabeça, pois certamente ele existe já desde sempre. Desde há muito estávamos procurando senão a explicação para tudo que há, pelo menos alguém que nos fornecesse uma pista, algo de concreto e bom, e sempre é bom que não se perca a esperança, pois eis que surge aqui, sim aqui, bem em nosso tempo e no site da AOL, este SER, este que é o iniciador, o escolhido, o Messias, o Profeta, o que vai nos conduzir mesmo que tão humildemente não queira conduzir ninguém e por esta razão mais devemos ser-lhe gratos e submissos, vamos então comprar-lhe os livros, pelo menos assim ficará com mais dinheiro, pois não sabemos se deseja ser rico. O altruísmo, a verdade, a vida, o caminho tem um nome, Rogério é o nome... Quantos séculos mais durarão suas exortações... não podemos nem imaginar, quantas maravilhas vai realizar, provavelmente deve haver por aí escrituras anunciando seu nascimento, seu local de nascimento, sua vida, seu ministério, sua morte e sua ressurreição, e no futuro uma nova religião haverá... o Rogerianismo, sim agora sim... Estamos diante de uma grande líder mundial, o Rogério é simplesmente fantástico em seus escritos, todos devem adorá-lo, nós os que ousamos crer em um Criador, que não somos pessoas despreparadas, desprovidas de bom senso, nós os que ousamos acreditar na Bíblia, apenas porque ela cumpre todas as suas profecias, só porque na Bíblia temos todos os fatos históricos comprovados, só porque na Bíblia temos a explicação para a desgraça do ser humano, por ele mesmo ter escolhido seguir sem Deus, só porque nós acreditamos na Bíblia que nos promete a volta para Deus através das ações dEle mesmo, prometendo e cumprindo tudo que disse a respeito de Cristo, em cada detalhe, somos pessoas religiosas e fanáticas apenas por crer em tudo que a história apenas comprova, somos uns mal esclarecidos em acreditar que Jesus ressuscitou, embora não haja qualquer documento antigo que mencione dúvida sobre isso, e que em todos os documentos do primeiro século, documentos esses não cristãos, apenas confirmam este fato da ressurreição, somos uns mal esclarecidos em acreditar nisso, ao invés disso deveríamos crer no Rogério, o Grande, e suas grandes teorias sobre a validade de acreditar nos nossos criativos deusinhos pessoais, e ainda mais quando tem jogo... estamos todos pasmados diante de tamanha sabedoria ! ! !

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Allan Ribeiro
(Teresina - PI)

31/05/2005 - 11:50 AM

Caramba!

E eu ia comentar o texto do Modernell!
Caramba, comentário é esse que fez Xtol, e o do Cesar acima também. Calo a boca!
Só uma coisinha...
Renato,
cara, eu fui católico também. Eu sei o que você quer dizer com culpa e falta de sentido. É assim mesmo que a gente se sente. Eu fui ateu, Renato. Não agüentei a barra de ser católico. Virei Positivista, assim mesmo, com maiúscula. Mas a Ciência foi um deus infiel e fraco. Virei agnóstico. Um dia comecei a ouvir a Palavra. Pessoas pregando, pessoas dando testemunhos, coisas assim. Ai, Renato, eu pensei: "se Deus existir deve ser como essas pessoas (esses fanáticos) dizem. Eles não são muito inteligentes, mas a mensagem deles é coerente, faz sentido, é... racional!"

Que choque! Racional? Mas como? Todo mundo não sabe que ser religioso é ser irracional? Que fé e razão não se misturam?

Foi aí que eu eliminei os intermediários. Peguei a Bíblia que eu tinha ganho e comecei a ler. Veja bem, Renato, eu não fui atrás de ler "Totem e Tabu" do Freud, ou "O Anticristo" de Nietszche ou os comentários de Feuerbach sobre Deus, ou "Deus e os Homens" de Voltaire para saber o que eu deveria pensar sobre Deus. Eu fui direto à fonte. Claro que você vai dizer que existem também o Corão e o Veda que podem ser considerados "fontes". Eu comecei pela Bíblia e, se você não quiser perder tempo pode começar também. Na minha primeira leitura eu não entendi muita coisa, mas as coisas que eu entendi me fizeram tentar de novo. Foi bem aí que as coisas começaram a acontecer. Foi aí que eu comecei a entender Deus. Como Jó disse, eu conhecia Deus de ouvir falar, mas passei a vê-lo com meu próprio entendimento. Minha fé é inteiramente racional. Fui racional no momento em que aceitei Jesus e continuo sendo racional a cada vez que eu ouço meu pastor pregar e comparo o que ele diz com o que está escrito na Bíblia. Ele já errou, a Bíblia nunca!

Renato, futebol é legal, mas não vai durar para sempre. Uma vez eu ouvi uma frase que me deixou pasmo e me fez entender o mundo melhor. É assim "O universo está em expansão (sic) e não há nada que você possa fazer a respeito". Eu quero deixar você com uma no mesmo sentido, mas mais profunda: cara, você tem um espírito imortal e não há nada que você possa fazer a respeito! Já que o seu espírito vai viver para sempre cabe a você decidir onde, (esta a beleza do livre arbítrio). Veja o raciocínio de Blaise Pascal:

1) Se Deus não existe eu não tenho com o que me preocupar.
2) Mas se Ele existe e eu não creio Nele e existe um inferno, para onde irão os que não fizerem uma decisão por Ele, eu tenho tudo a perder.
3) Se eu creio Nele e Ele não existe, eu não tenho nada a perder.
Mas se Ele existe...

Eu simplifiquei para você entender, mas é mais ou menos assim. Foi este mesmo raciocínio que me levou a aceitar Jesus dez anos atrás. Eu decidi dar a Deus 6 meses. Uma espécie de estágio probatório. Se Ele não me decepcionasse nesse período eu continuaria crente. Nesse tempo todo eu decepcionei Deus muitas vezes, mas Ele sempre me acolheu e perdôou todas as vezes que eu pedi e eu não sinto mais culpa, somente gozo. Nunca me arrependi de ter escolhido crer.

Meu desejo sincero é de que você não feche sua mente, não tenha medo do desconhecido.
Tente, Renato, tente!